
O tempo passa. O tempo voa. Eu continuo aqui à toa. Numa retrospectiva desse ano que se finda tenho muito a dizer em relação ao trabalho. Fiz boas amizades. Me aborreci com algumas pessoas medíocres, detestavelmente pouco evoluídas. Porém minha maior reflexão empaca exatamente na vida amorosa. Degradante. Gente eu tô cada vez pior. Na última quarta-feira do ano tive a certeza que minha "paixonite da vez" é algo sem futuro. Tudo bem! Sei que já estive em situação pior. Mas é que achei que começaria o ano de 2012 namorando e fecharia 2011 cheia de grandes realizações. Ao invés de chorar igual a uma boba vieram na lembrança todos os corações que já parti. Tá pensando o que colega, eu tenho meus momentos. Devo render uns bons textos também. Se eles souberem escrever, é claro! Sei que comecei a me divertir relembrando os malucos que se apaixonaram por uma romântica incurável que nunca acha o cara certo.
E me bateu uma saudade de todos eles. Gostaria de resgatá-los neste exato momento. Me lembro bem do colega da faculdade, tínhamos um papo legal, o que eu gosto de chamar de troca boa. Certo dia, altas horas da noite ele me surge na porta da minha casa, de motoboy. Tira um papel. Precisamente folha de caderno, toda amassada, de dentro do bolso do jeans desgastado. Nas linhas um poema escrito por ele. Palavras complexas mas um sentimento sincero. Foi embora e não me recordo a última vez que nos falamos. Lembro que fiquei chocada. Nunca acredito que causo encantamento nas pessoas. Me coloquei no papel de encantada,
forever e por vida.
Outro apaixonado interessante foi da época de cursinho pré-vestibular. Guardou a paixão por anos e resolveu me encontrar no dia em que eu estava no estágio da faculdade, setor: psiquiatria. A surpresa mais romântica, sem dúvida. Um abraço apertado no meio do jardim da colônia. Me marcou!
O mais decepcionante, o cara que me tirou pra dançar ao invés de me dar logo um beijo na boca. Ele me puxou pra perto quando não conseguiu mais falar. Pensei logo, vou ganhar um beijo roubado, tipo cena de novela. Tá acompanhando? Pois então, na hora que meu corpo encostou no dele, ele me deu um giro de 360 graus e inventou uma dança. Ele jogou a chance dele fora e eu perdi a minha de me sentir protagonista, ao menos uma vez.
O primeiro eu te amo da minha vida, não foi ouvido. Recebi após uma briga com um paquera fixo da faculdade, ele teve o trabalho de me escrever um email. Meu primeiro eu te amo foi lido. Voz só a minha. Quando apareceu a voz de alguém, já foi um pouco diferente, " Eu já te amei". Fiquei arrasada. Ele se atrasou tanto em dizer que virou passado. Amor perdido. Pula essa!
Recebi alguns buquês. Inúmeras músicas com letras anexadas. Uma caixa de trufas. Um pedido de "Me dá uma chance". Algumas lágrimas. Verdadeiras e falsas também. Um telefonema de quem eu queria. Milhares de SMS de quem eu não queria. Nenhum pedido de desculpa. Um retorno. Um nunca mais.
Só depois que um amigo me perguntou o que pedi a Papai Noel foi que me dei conta de que não pedi nada. Meu pedido tá gasto. E ele sabe, ele sabe. Conhece bem os desejos do meu coração. Meu Pai do céu, que seja doce, que esse 2012 venha doce. Prece da noite, tenho repetido todas as manhãs.
Que seja bom o que vier. Pra mim e pra você, meu leitor!
Thaise Moraes