terça-feira, 17 de abril de 2012

Nosso The end

Quem não sofre quando algo termina? Quem não chora quando algo ou alguém morre? Quem consegue lidar com as partidas, com as despedidas, com o fim irremediável? Alguém aí?! Chorei. Chorei pra valer, chorei bonito. Lágrimas de correr pelo corpo, de esvair, de afogar, mergulhando tudo que não podia ser recuperado. Nós dois! Queria poder escrever até a dor diminuir, talvez ser mais adulta, ou menos dramática. Existe jeito pra não sofrer, maneira melhor pra esquecer, alguma fórmula perfeita pra seguir em frente e aceitar? Continuo perdendo. Continuo a mesma. Me anganei e me traí ao pensar que tudo estava diferente. O mundo é o mesmo. São só pessoas que vem e vão, situações iguais.
Queria recuperar você até viver o que me cabe. Como posso com isso? Que vou fazer com as horas que sobraram, com a caixa de mensagem vazia, com a falta do teu beijo, do teu cheiro, do teu jeito? Que faço sem isso? Quero mais 30 dias, mais um ano... Posso mais uma vida inteirinha contigo? Rebobine- nos. Quero de novo, mais um passo e outro e mais outro. Quero aquela felicidade de uma mensagem sua pela madrugada, quero acordar me sentindo de bem com a vida, quero te ver pelo meu caminho, encontrado. Quero ver teu cabelo molhado pela manhã, quero te abraçar trajado naquela sua camisa listrada de homem responsável, me encolher no teu abraço. Quero me sentir outra vez, sua. Repetir aquele momento que você beija minha alma, minha boca, minha vida. Nem tudo que passa rápido é cometa, você foi estrela. Surpreendeu, iluminou , realizou . Estrela que atravessou meu céu e caiu de repente.

Thaise Moraes

sexta-feira, 30 de março de 2012

30 dias com ele

Olha nos meus olhos tentando ver o que ninguém vê. Me aperta e me solta. Me puxa e me empurra. Me cativa e me congela. Quem é você? Quem é você que faz meu coração estremecer ao invés de palpitar? Tão perto e tão longe. Tão rápido e tão constante. Tão tão. Quem é você? De olhos clarinhos, de barba mal feita, de cheiro gostoso... Você que chegou ontem e parece que já vai embora. Antes de ir, me diz! Quem é você? Vira e me revira. Agita e me aquieta. Me prende depois me liberta. Faz cara de bobo e olhar de esperto. Fala o que não sabe e me esconde o que sabe. Quem é você? Estranho, quero ser sua.
Thaise Moraes

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nada vezes nada é tudo.


Eu não sei bem quais são as palavras certas. Elas se calaram no estreito do aperto do meu coração. To respirando curto. Por que você faz isso comigo? Por que hein?! Me diz! Hoje tive uma dó tão grande da gente. Você com ela. Eu com ele. E a gente infeliz. Você até que tentava, admito. Se esforçava em prestar atenção ao que ela dizia enquanto seus olhos me procuravam por cima dos óculos e aquele cara legal me segurava pela cintura dizendo coisas que eu não conseguia ouvir, mas ria mesmo assim. Queria parecer feliz também. Depois o pior foi você passar por mim, fingir que tentava desviar só porque eu estava no caminho quando na verdade esbarrou o braço de leve. A gente queria era se consumir naquele toque. Ao invés disso você disse meu nome e eu dei um risinho idiota só por educação. Que dó da gente!
Esperei você. Esperei tanta coisa da gente, sabia? Mas a gente não é nada de importante. Somos pouco. Você é fraco e eu sou medrosa. Você é menino e eu sou moça. Não sei o que faço da gente. A gente se fosse muito seria fantástico. Porque você tem um jeito de ri suave quase como um sopro de felicidade, que me soca forte. E eu? Eu tenho essa mania de achar que tudo de ridículo que você faz é lindo. Então eu sou encantada. Mas tudo isso é pouco. E a gente é nada.
E fico indgnada da gente ser só isso. Esse pedacinho insignificante nas histórias. Porque eu sempre acreditei na gente e no nosso potencial de protagonista. Só que tu só faz ponta no meu filme. Encosta teu peito largo, teus braços fortes no meu coração fraco e vai embora.E a gente continua nada.
O que eu faço da gente?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sem te ter vou me perdendo

Não me lembro bem a primeira vez que te vi. Só guardei a insatisfação que sua presença me causou. Garoto chato. Garoto bobo. Pensei repetidas vezes. Pra cada encontro uma certeza. Ele se destacava na multidão, um daqueles seres insuportávelmente únicos. Na sua chatisse ou na sua beleza. Tempo caminhando, fomos nos aproximando. Certas coisas foram feitas pra darem certo um dia, lembra disso?! Pois, lá fui eu e meu coração idiota ser dilacerado de novo. Tenho um coração tão competente nisso que nem me surpreendo mais. Ele sabe fazer a diferença. Eu e o chatinho, o bobinho... Nos tornamos amiguinhos. Ele foi o primeiro homem pra quem eu disse eu te amo. Ainda pensei duas vezes antes de mandar essa mensagem no aniversário dele. Mas achei tão apropriado e não tinha perigo algum. Éramos amigos, falávamos sobre tudo. Qualquer coisa, qualquer hora. Todos os dias. Dividíamos todos os momentos. E sem preceber começamos a dividir a vida. Era beijo pra cá, beijo pra lá, um cheiro, um abraço, um aperto. Um colo. Um afago. Mãos que se entrelaçavam. Cumplicidade. Carinho. Respeito. Gratidão. Solidariedade. Amor. Amor. Ah o amor! Até que um dia foi olho no olho, o abraço virou um aperto, o cheiro um tesão. Uma onda de calor foi subindo como se as mãos dele fossem brasa. Senti todo meu corpo estremecer. Terremoto à vista. Pare essas sensações que eu quero descer. Perdi o ponto. Atravessei as linhas inimigas. Perdi o ponto. Estraguei tudo, mais uma vez. Só queria poder olhar meu amigo como antes. Sou boa nisso. Meu ponto forte são boas amizades. Meu dedo podre errou a vez. Meu cupido enlouqueceu de vez. Papai noel leu a carta errada. Estaria Deus tão ocupado assim? Quero meu amigo de volta, preciso dele urgente. Preciso contar coisas inúteis e bobas da minha semana. Contar sobre meu paquera da vez. Que minha amiga vai casar e eu continuo encalhada, quero ouvir a risada dele quando eu disser isso. Quero que ele me conforte sobre isso. Mas agora não tenho nada. Só um silêncio entre nós. Estamos em pé de guerra. Qualquer coisa dita de forma errada, na hora errada. Buuuuum! Catástrofe. Fico escolhendo as palavras. Ele não me olha direito. Nossas mãos ficam perdidas. E aquela vontade louca de ter tudo outra vez. De fazer coisas novas. Sem você sou aquela mulher triste que insiste em ser feliz. Com você sou a mulher feliz que insiste em ser triste. Quem é você sem mim?
Thaise Moraes

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Resoluções de fim de ano.


O tempo passa. O tempo voa. Eu continuo aqui à toa. Numa retrospectiva desse ano que se finda tenho muito a dizer em relação ao trabalho. Fiz boas amizades. Me aborreci com algumas pessoas medíocres, detestavelmente pouco evoluídas. Porém minha maior reflexão empaca exatamente na vida amorosa. Degradante. Gente eu tô cada vez pior. Na última quarta-feira do ano tive a certeza que minha "paixonite da vez" é algo sem futuro. Tudo bem! Sei que já estive em situação pior. Mas é que achei que começaria o ano de 2012 namorando e fecharia 2011 cheia de grandes realizações. Ao invés de chorar igual a uma boba vieram na lembrança todos os corações que já parti. Tá pensando o que colega, eu tenho meus momentos. Devo render uns bons textos também. Se eles souberem escrever, é claro! Sei que comecei a me divertir relembrando os malucos que se apaixonaram por uma romântica incurável que nunca acha o cara certo.
E me bateu uma saudade de todos eles. Gostaria de resgatá-los neste exato momento. Me lembro bem do colega da faculdade, tínhamos um papo legal, o que eu gosto de chamar de troca boa. Certo dia, altas horas da noite ele me surge na porta da minha casa, de motoboy. Tira um papel. Precisamente folha de caderno, toda amassada, de dentro do bolso do jeans desgastado. Nas linhas um poema escrito por ele. Palavras complexas mas um sentimento sincero. Foi embora e não me recordo a última vez que nos falamos. Lembro que fiquei chocada. Nunca acredito que causo encantamento nas pessoas. Me coloquei no papel de encantada, forever e por vida.
Outro apaixonado interessante foi da época de cursinho pré-vestibular. Guardou a paixão por anos e resolveu me encontrar no dia em que eu estava no estágio da faculdade, setor: psiquiatria. A surpresa mais romântica, sem dúvida. Um abraço apertado no meio do jardim da colônia. Me marcou!
O mais decepcionante, o cara que me tirou pra dançar ao invés de me dar logo um beijo na boca. Ele me puxou pra perto quando não conseguiu mais falar. Pensei logo, vou ganhar um beijo roubado, tipo cena de novela. Tá acompanhando? Pois então, na hora que meu corpo encostou no dele, ele me deu um giro de 360 graus e inventou uma dança. Ele jogou a chance dele fora e eu perdi a minha de me sentir protagonista, ao menos uma vez.
O primeiro eu te amo da minha vida, não foi ouvido. Recebi após uma briga com um paquera fixo da faculdade, ele teve o trabalho de me escrever um email. Meu primeiro eu te amo foi lido. Voz só a minha. Quando apareceu a voz de alguém, já foi um pouco diferente, " Eu já te amei". Fiquei arrasada. Ele se atrasou tanto em dizer que virou passado. Amor perdido. Pula essa!
Recebi alguns buquês. Inúmeras músicas com letras anexadas. Uma caixa de trufas. Um pedido de "Me dá uma chance". Algumas lágrimas. Verdadeiras e falsas também. Um telefonema de quem eu queria. Milhares de SMS de quem eu não queria. Nenhum pedido de desculpa. Um retorno. Um nunca mais.
Só depois que um amigo me perguntou o que pedi a Papai Noel foi que me dei conta de que não pedi nada. Meu pedido tá gasto. E ele sabe, ele sabe. Conhece bem os desejos do meu coração. Meu Pai do céu, que seja doce, que esse 2012 venha doce. Prece da noite, tenho repetido todas as manhãs.
Que seja bom o que vier. Pra mim e pra você, meu leitor!

Thaise Moraes

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Só eu sei.

Amor meu grande amor,
Me traí ao ver uma fotografia sua. Que saudade! Que vontade! Quanta loucura! Eu fingi tão bem todo esse tempo que acreditei na minha mentira. Infelizmente não estou curada. Comecei a suspeitar que nunca houve um caminho, meu caso tem prognóstico reservado. Indeclarável. Completamente instável, subo e desço, caio e levanto todos os dias. E me dá tanto medo disso ser pra sempre. Por quanto tempo ainda você vai me fazer essa falta? Leva quanto tempo pra eu parar de te querer? Final do ano chegou, de novo. Meu coração ficou tão triste ao lembrar daquele ano novo que passei sozinha na cama chorando escondida, olhando os fogos de artifício pela janela que dava de vista pro mar, eu jurei " Eu posso chorar, vou chorar e no ano que vem tudo vai ser diferente." E foi mesmo! A gente se separou pra sempre. Eu mudei pra sempre. E o buraco no meu peito, o vazio do meu coração ficou pra sempre. Depois de você, eu realmente fui positiva, porque apesar do meu sentimento ser o mais bonito do mundo, nem tudo foi feito pra dá certo. Nem todo amor tem seu valor reconhecido. Depois de você podia apostar que só vinha o melhor. " Vai ter amor, vai ter fé". E eu acabei inventando. Fantasiei. Pra todo mundo sou convicta. Mas vou te dizer, todo ano novo eu derramo lágrimas velhas.

" E finjo que te amo às vezes, como se não te amasse sempre."


Thaise Moraes

domingo, 11 de dezembro de 2011

Cadê você que não está?


Hoje acordei analisando o fracasso da minha vida amorosa. Posso ser boa e sucedida em muitas coisas, mas fica cada dia mais claro minha incapacidade de escolher bem um companheiro. Já me diverti com vários lobos... Já acreditei nesse príncipe. Então não sei mais o que esperar. Fico me perguntanto todos os dias se existe mesmo alguém pra chegar. Estou menos esperando já faz algum tempo. Não espero o homem perfeito, Deus me livre disso. Aliás já me apaixonei tantas e inúmeras vezes pelo imperfeito. Eu só queria alguém que me quisesse pra sempre. Não pra agora, só agora. Entende? Eu só queria tirar a prova dos nove que existe mesmo amor pra uma vida inteira. Eu queria cruzar uma avenida qualquer, entrar em um lugar qualquer e poder provar pro mundo inteiro que existe amor à primeira vista. Ou quem sabe, que existe sim amor de repente. Que eu possa querer e amar sem motivo. Ser só amor. Todo amor. Todo o tempo. E com fé, que eu possa descobrir isso e ser feliz nisso. Eu não estou triste, só me sinto caminhando contra o vento, continuo com você no pensamento... E dá uma pena! Tanto sonho pra viver. E você, cadê?!


Thaise Moraes